Professores municipais vão parar aulas em Alvorada
Os 1,2 mil professores municipais de Alvorada paralisarão as atividades amanhã. O objetivo é retomar as negociações salariais com a prefeitura. Nas tratativas iniciadas em meados de abril, os docentes asseguraram a manutenção do auxílio-transporte. Agora, desejam negociar melhores percentuais de reajuste dos salários e do vale-alimentação.
A vice-presidente do Cpers, Neiva Lazzarotto, afirmou que o sindicato apoia e se empenha em viabilizar uma negociação justa e que represente ganhos reais ao Magistério. E a secretária municipal de Educação, Jussara Veras Bitencourt, avaliou que o pleito dos docentes é justo, mas está acima da capacidade financeira de Alvorada. "Somos o menor PIB do RS. Nossa arrecadação anual é baixa", justificou. Segundo a secretária, a Prefeitura de Alvorada é uma das poucas do Estado que assegura a reposição bimestral das perdas inflacionárias aos professores. De acordo com ela, o município não tem fôlego para ofertar mais do que 2% aos servidores do Magistério.
Por conta da paralisação, as aulas estarão suspensas amanhã nas 32 escolas municipais de Alvorada.
REIVINDICAÇÕES
- Os professores da rede pública municipal de Alvorada reivindicam 20% de reajuste salarial. A proposta da prefeitura, no entanto, é de, no máximo, 2% de reajuste ao Magistério.
- A categoria solicita a elevação do vale-alimentação, dos atuais R$ 7,70 para R$ 12,00. Mas a oferta do município foi de aumentar em R$ 0,40 o atual valor pago ao vale.
- Os professores não descartam a possibilidade de apreciação de indicativo de greve em assembleia geral.
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